Estabelecendo boas relações entre pais e filhos
Há anos atendo famílias, ministro encontros para pais em escolas e sempre escuto que “a vida está corrida” e acreditem, essa frase sempre foi verbalizada antes, durante e agora, pós período pandêmico.
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Escuto e me questiono o que estamos deixando de aprender nas relações familiares?
O que está passando desapercebido e que amanhã, talvez, tenhamos que colher frutos mais doloridos desse processo de distanciamento interno no meio familiar?
Da ausência na demonstração de pequenos sinais que diriam tudo o que pudesse ser necessário dizer nessa relação, já que “tempo e palavras” lhe faltam.
Então lembrei de um texto que traz essa reflexão de forma singela.
“Era uma reunião numa escola. A diretora incentivava os pais a apoiarem as crianças, falando da necessidade da presença deles junto aos filhos.
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Relação entre pais e filhos na atualidade
Mesmo sabendo que a maioria dos pais e mães trabalhava fora, ela tinha convicção da necessidade de acharem tempo para seus filhos.
Foi então que um pai, com seu jeito simples, explicou que saía tão cedo de casa, que seu filho ainda dormia e que, quando voltava, o pequeno, cansado, já adormecera.
Explicou que não podia deixar de trabalhar tanto assim, pois estava cada vez mais difícil sustentar a família.
E contou como isso o deixava angustiado, por praticamente só conviver com o filho nos fins de semana.
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O que fazer para melhorar a relação entre pais e filhos
O pai, então, falou como tentava redimir-se, indo beijar a criança todas as noites, quando chegava em casa. Contou que a cada beijo, ele dava um pequeno nó no lençol, para que seu filho soubesse que ele estivera ali. Quando acordava, o menino sabia que seu pai o amava e lá estivera. E era o nó o meio de se ligarem um ao outro.
Aquela história emocionou a diretora da escola que, surpresa, verificou ser aquele menino um dos melhores e mais ajustados alunos da classe. E a fez refletir sobre as infinitas maneiras que pais e filhos têm de se comunicarem, de se fazerem presentes na vida uns dos outros. O pai encontrou sua forma simples, mas eficiente de se fazer presente e, o mais importante, de que seu filho acreditasse na sua presença.
Para que a comunicação se instale, é preciso que os filhos ‘ouçam’ o coração dos pais ou responsáveis, pois os sentimentos falam mais alto do que as palavras. É por essa razão que um beijo, um abraço, um carinho, revestidos de puro afeto, curam até dor de cabeça, arranhão, ciúme do irmão, medo do escuro…
Uma criança pode não entender certas palavras, mas sabe registrar e gravar um gesto de amor, mesmo que este seja um simples nó”.
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Importância da relação entre pais e filhos
Você já deu o nó no lençol, no cobertor de seu(a) filho(a) hoje? Quem sabe do seu(o) neto(a), do sobrinho, do afilhado… Deixou aquele bilhetinho que ele poderá guardar e ler daqui alguns anos?
Colocou no meio do lanche dele um pedaço de papel recortado no formato de coração com um simples “eu te amo”, “você é importante para mim”… Experimente e me conte depois.

Andréa Camargo
Pedagoga – Palestrante familiar
Há anos atendo famílias, ministro encontros para pais em escolas.



